Experiência Inovadora

 em Nazário

EXPERIÊNCIA INOVADORA

 

Horta terapêutica/cozinha terapêutica/Arte terapia

 

A saúde encontra-se num momento que precisa ser contextualizado de forma ampla, cabendo assim aos profissionais da saúde a responsabilidade de lidar com os problemas sócio econômicos, culturais e de saúde da população. Baseados nesses dados constatamos  a necessidade de implantar na  Delegacia de Nazário  , uma horta com fins terapêuticos. Estas novas experiências exitosas visa ainda incentivar hábitos alimentares saudáveis, atividade física, evitar sedentarismo, diminuição de medicamentos e o desenvolvimento biopsicossocial. É preciso remover a mentalidade de que o detento, e privado de liberdade são intratáveis, irrecuperáveis e que estão condenados a viver uma vida asilada, uma vida completamente institucionalizada. “Segundo Cunha (1986, p.70), a cura do indivíduo se dá na medida em que este recupera sua capacidade produtiva”.
Objetivo Específico

– Possibilitar conhecimento e orientações para a prática das atividades propostas.

-motivar o convívio social.

– Contribuir para a construção da  autonomia.

-desenvolver atividades neuro-psíquico-motor, dentro de suas limitações, para que possam tornar-se mais independentes.

 

-proporcionar novas metas para o resgate da auto-estima e descoberta do auto conhecimento.

Utilizar as atividades terapêuticas,para despertar  responsabilidades,  incentivos. E lidar com aspectos da agressividade X afetividade.

– Garantir uma alimentação completa, evitando as carências nutricionais, a desnutrição e obesidade.

-possibilitar que essas atividades contribuam para a expressão de sentimento e emoções.

METODOLOGIA

È de nosso conhecimento que bancos, institutos, empresas, cooperativas, governo, entre outros disponibilizam incentivos para a implantação de projetos no intuito de melhorar a qualidade de vida dos indivíduos em geral e adequar-se na responsabilidade social. Então a equipe envolvida no projeto álcool e outras drogas com a explanação do Ante Projeto “Horta Terapêutica” espera formar parcerias para que o projeto seja implantado.

A proposta de trabalho apresentada ,nos faz acreditar que a maior conquista deste projeto é o convívio social, funcionalidade, produtividade e ainda a  melhora da alimentação demonstra sua viabilidade técnica administrativa e econômica. Outro ponto relevante é que na medida em que o público alvo até então sem nenhuma atividade desenvolvida está sendo reinserido no trabalho, no convívio coletivo, na capacitação e produtividade readquirindo condições de independência física, equilíbrio emocional,espiritual  e social. Um dos questionamentos também levantados pela equipe era o resgate da cidadania da clientela, pela desvinculação com a incapacidade e improdutividade. Gerando uma repercução positiva na sociedade, observada por meio da aceitação desse projeto pela comunidade.

Desta forma a comunidade e também a família terá um outro olhar para os detentos;sendo que o conhecimento de seu empenho e dedicação nas atividades terapêuticas será visivel.  Estudos recentes demonstram que 85%dos detentos apresentam recuperação com o envolvimento nestes trabalhos.

Com relação  a implantação de hortas, a produção destina-se ao alto consumo e possível geração de excedentes para comercialização, possibilitando, desta forma, a redução da desnutrição, a geração de trabalho terapêutico, ampliação de renda e o desenvolvimento biopsicossocial. É baseado neste contexto de atenção humanizada e centrado na integralidade do indivíduo que o Projeto álcool e outras drogas  apóiam a implantação dessas praticas inovadoras, atuando na prevenção de agravos, promoção, manutenção e recuperação da saúde física,metal e espiritual.

 

Justificativa teórica

 

“A tarefa de repensar o labor prisional exige, segundo Hofmeister (2002 p. 228), uma conjugação com a questão da formação profissional do preso. É preciso investir nesse sentido. O espaço para o trabalhador não qualificado reduz_se cada vez mais. Uma reestruturação do trabalho deverá vir aliada ao aperfeiçoamento profissional. Somente desta forma o egresso, ao sair, terá condições de incluir-se socialmente. Porque não há inclusão social sem trabalho”.

A intenção de nosso trabalho é a de apresentar uma proposta para a inclusão social do preso. “Hofmeister (2002, p. 135) afirma que se faz necessário adotar uma fundamentação baseada na valorização do ser humano”. Neste momento de reflexão ação-reflexão, o trabalho detém-se na figura do preso, revê pontos de vista consolidados a respeito do criminoso e passa a encará-lo primordialmente como um ser humano holístico .

 

 

“A nova concepção carcerária apresentada por Mirabete (2002, p. 87), a execução da pena contém uma finalidade reabilitadora ou de reinserção social, assinalando-se o sentido pedagógico do trabalho. Entende-se, hoje, por trabalho penitenciário a atividade dos presos e internados, no estabelecimento penal ou fora dele, com remuneração eqüitativa e equiparado ao das pessoas livres no concernente à segurança, higiene e direitos previdenciários e sociais. O trabalho prisional não constitui, portanto, per si, uma agravação da pena, nem deve ser doloroso e mortificante, mas um mecanismo de complemento do processo de reinserção social para prover a readaptação do preso, prepará-lo para uma profissão, inculcar-lhe hábitos de trabalho e evitar a ociosidade”.

 

Recursos imediatos .

-PREPARO DO LOCAL DA HORTA-(pessoa capacitada tecnicamente para estudo da terra)

_Escolta  de um policial no inicio do projeto.

_Treinamento dos detentos.(direitos e deveres)

Instrumentos de trabalho(ferramentas,mudas e pessoal qualificada ).

A implantação do projeto será realizada pela agente matricial,com apoio da equipe de saúde.

 

 

 

Propomos ainda a implantação de uma cozinha terapêutica.

Materiais necessários:

-1fogão

-1 pia

Utensílios  básicos.(panelas,talheres,vasilhas,material de limpeza).

_materiais de limpeza(detergentes,sabão em pó,panos de chão e panos de copa).

-5 mesas plásticas,com 20 cadeiras(As mesmas serão utilizadas também para as atividades de arte-terapia).

As atividades terapêuticas serão acompanhadas, e visam o resgate da auto estima.

Maria Luiza de Carvalho

Agente matricial.

 

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